Urological Tract Infections (UTI)

Furadantina© MC

(Nitrofurantoína 100mg)

Resumo das Características do Medicamento:

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO: Furadantina MC, cápsulas de 50 ou 100 mg.

2. COMPOSIÇÃO: Cada cápsula 50 e 100 contém, respectivamente, 50 mg e 100 mg de Macrodantina (Nitrofurantoína macrocristais).

3. FORMA FARMACÊUTICA: Cápsulas de gelatina de 50 ou 100 mg para uso oral.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS: 4.1. Indicações: A nitrofurantoína está especifcamente indicada para o tratamento de infecções do tracto urinário, quando devidas a estripes sensíveis de E. coli, enterococos, S. aureus (não está indicada para o tratamento de abcessos renais corticais ou perirenais associados), e certas estirpes sensíveis de Klebsiella, Enterobactere Proteus. Clinicamente a maioria dos agentes patogénicos urinários são sensíveis à nitrofurantoína. A maioria das estirpes de Proteus e Serratia são apenas moderadamente sensíveis. Algumas estirpes de Enterobacter e Klebsiella são resistentes, bem como algumas estirpes de Proteus; a maioria das estirpes de Pseudomonas também são resistentes. Indicações terapêuticas: Cistites, pielites, pielonefrites. Também indicada para infecções génito-urinárias do pós-operatório, particularmente após a utilização instrumental e após prostatectomias. Indicações proflácticas e supressivas: Como profláctico na cateterização ou instrumentação do tracto urinário, a fm de prevenir a reinfecção em indivíduos susceptíveis. 4.2. Posologia e modo de administração: A Furadantina MC deve ser tomada com alimentos a fm de se aumentar a absorção do fármaco e a sua tolerância. Adultos: 100 mg, 3 a 4 vezes por dia. O tratamento deve manter-se, em regra, durante 1 semana ou, pelo menos, até 3 dias após esterilização da urina. Para uma terapêutica supressiva a longo prazo, é geralmente sufciente 1 cápsula de 100 mg por dia, à noite, ao deitar. A medicação deve continuar durante pelo menos 1 semana, e pelo menos durante 3 dias após obtenção de urina estéril. Por vezes é necessário o tratamento com doses deste nível por mais 14 dias. Administração profláctica e supressiva: Quando a terapêutica se justifcar, sugere-se a toma diária de 50-100 mg ao deitar variando em função da idade e do peso do doente. Doentes idosos: A dose terapêutica pode ser reduzida para 50 mg quatro vezes ao dia. Uma insufciência renal signifcativa é contra-indicação ao uso da nitrofurantoína. 4.3. Contra-indicações: Anúria, oligúria ou insufciência renal signifcativa (clearance de creatinina inferior a 40 ml/min). O tratamento deste tipo de doentes aumenta o risco de toxicidade e é muito menos efcaz dada a insufciente excreção do fármaco. O medicamento está contra-indicado em grávidas de termo, bem como em crianças com menos de 1 mês de idade, dada a possibilidade de anemia hemolítica quer no feto quer no recém-nascido, devido à imaturidade dos sistemas enzimáticos dos eritrocitos (instabilidade da glutationa). O medicamento está também contra-indicado em doentes com conhecida hipersensibilidade à nitrofurantoína. 4.4. Advertências e precauções especiais de utilização: A nitrofurantoína pode provocar anemia hemolítica do tipo sensível à primaquina. Parece haver uma ligação entre hemodiálise e defciência da glucose-6-fosfato desigrogenase dos eritrócitos dos doentes afectados. Esta defciência verifca-se em 10% de indivíduos de raça negra submetidos a tratamento e, em pequena percentagem, em alguns grupos étnicos originários do Mediterrâneo e do próximo Oriente. O aparecimento de hemodiálise obriga à interrupção da nitrofurantoína e desaparece com a suspensão do tratamento. Estão descritas reacções pulmonares agudas, sub-agudas e crónicas em doentes tratados com nitrofurantoína. No caso de se verifcar qualquer reacção deste tipo, deve interromper-se a administração do medicamento e tomar-se as medidas terapêuticas adequadas. As reacções pulmonares crónicas (pneumonite intersticial difusa, fbrose pulmonar ou ambas) podem ter uma evolução insidiosa. Tais reacções ocorrem muito raramente e geralmente só em doentes submetidos a tratamento durante 6 ou mais meses. Os doentes sujeitos a tratamento prolongado devem estar sob observação clínica no que respeita à função pulmonar, devendo ter-se sempre em atenção os potenciais riscos da terapêutica. Embora raramente, encontra-se referida ocorrência de hepatite, incluindo hepatite crónica activa. A instalação desta pode ser insidiosa e os doentes sujeitos a tratamento prolongado devem ser submetidos a exames periódicos da função hepática. No caso de se detectar hepatite, o medicamento deve ser suspenso e devem tomar-se as medidas terapêuticas adequadas. Pode surgir neuropatia periférica, que se pode tornar grave e irreversível. A insufciência renal (clearance da creatinina abaixo dos 40 ml/min.), anemia, diabetes mellitus, perturbações do equilíbrio electrolítico, carência de vitamina B, e doença debilitante, podem facilitar a ocorrência de neuropatia periférica. Efeitos sobre a fertilidade: A administração de doses elevadas de nitrofurantoína a ratos provoca suspensão temporária da espermatogénese que é reversível com a suspensão do fármaco. Em homens saudáveis, doses superiores a 10 mg/kg, em certas circunstâncias, provocaram suspensão temporária ligeira a moderada da espermatogénese com diminuição do número de espermatozóides. Informação adicional: Não há necessidade de aumentar a ingestação de fuidos ou administrar alcalinos, dado que a ingestão anormal de líquidos apenas dilui a concentração antibacteriana na urina. A urina dos doentes que tomam nitrofurantoína pode aparecer carregada, de cor amarela ou castanha. Este facto é resultante da presença do fármaco e/ou dos seus metabolitos e é inofensivo. A nitrofurantoína pode interferir com certos testes laboratoriais. Podem encontrar-se valores falsamente positivos ou muito elevados de glucose na urina quando se utilizam testes de redução pelo sulfato de cobre. Diversos: Tal como acontece com outros agentes antimicrobianos, podem ocorrer superinfecções por microorganismos resistentes à nitrofurantoína, p. ex. Pseudomonas. No entanto, elas limitaram-se ao tracto genitourinário, uma vez que a eventual supressão da fora bacteriana normal não ocorre em mais nenhuma parte do organismo. 4.5. Interacções medicamentosas e outras: Quando administrado conjuntamente com a nitrofurantoína, o trissilicato de magnésio reduz quer a taxa quer o nível de absorção. O mecanismo explicativo desta interacção é provavelmente a absorção do fármaco à superfície do trissilicato de magnésio. Os fármacos uricosúricos tais como o probencido e a sulfnpirazona podem inibir a secreção tubular renal da nitrofurantoína. O aumento resultante nos níveis séricos, pode aumentar a toxicidade e a diminuição dos níveis urinários baixar a sua efcácia como antibacteriano do tracto urinário. 4.6. Gravidez: A nitrofurantoína apenas deve ser usada na gravidez, quando o médico considerar essencial. Os estudos de reprodução com a nitrofurantoína, não revelaram que o fármaco possa causar aumento das anomalias congénitas. Esta confrmação surge após 30 anos de prática clínica que não mostrou qualquer aumento nos efeitos teratogénicos (ou outros) no feto, quando administrada nas doses prescritas durante a gravidez. Recomenda-se cuidado na prescrição de medicamentos a grávidas; no entanto, se for necessário, o uso da nitrofurantoína é aceitável. Foram detectados vestígios de nitrofurantoína no leite materno. Será necessária atenção quando o medicamento for administrado a mulheres que amamentam, especialmente se houver suspeita de defciência da glucose-6-fosfato desidrogenase na criança. 4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir eutilizar máquinas: Não aplicável. 4.8 Efeitos indesejáveis: Gastro-intestinais: As reacções mais frequentemente descritas são náuseas, vómitos e anorexia. Ocasionalmente podem surgir dores abdominais e diarreia. Estas reacções estão relacionadas com a posologia e podem ser minimizadas por redução da dose. Raramente pode surgir necrose hepática, hepatite, incluindo hepatite crónica activa e icterícia colestática. Hipersensibilidade: Dermatite exfoliativa e eritema multiforme (incluindo o síndrome de Steven-johnson), foram assinaladas raramente. Ocorreram também reacções alérgicas dérmicas que se manifestaram como angiodema, maculopapulares, eritematosas ou com erupções eczematosas, urticária, rash e prurido. Também foi assinalado síndrome lúpus-like associado com reacção pulmonar. Outras reacções de hipersensibilidade incluiram anaflaxia, sialadenite, pancreatite, febre e artralgia. Respiratórias: Podem ocorrer reacções pulmonares agudas, sub-agudas ou crónicas. As reacções pulmonares agudas mais comuns manifestam-se por febre, calafrios, tosse, dores torácicas, dispneia, infltrados pulmonares com consolidação ou derrame pleural, e eosinoflia. As reacções agudas ocorrem normalmente durante a primeira semana de tratamento e são reversíveis com a suspensão do medicamento. Nas reacções pulmonares sub-agudas, a febre e a eosinoflia ocorrem menos frequentemente do que na forma aguda. Após paragem da terapêutica a recuperação pode levar alguns meses. Se os sintomas não forem reconhecidos como sendo efeitos do fármaco, e não se parar com a trapêutica, podem tornar-se graves. As reacções pulmonares crónicas podem ocorrer em doentes que recebem terapêutica contínua durante seis meses ou mais. Mal-estar, dispneia de esforço, tosse, e função pulmonar alterada, são manifestações comuns que podem ocorrer de maneira insidiosa. As manifestações radiológicas e histológicas de pneumonite interticial difusa ou fbrose, ou ambos, também, são manifestações comuns de reacção pulmonar crónica. A febre raramente é proeminente. A gravidade das reacções pulmonares crónicas e o seu grau de resolução parecem estar relacionados com a duração da terapêutica após as primeiras manifestações dos sinais clínicos. A função pulmonar pode fcar permanentemente afectada, mesmo após paragem da terapêutica. O risco é maior quando as reacções pulmonares crónicas não são reconhecidas a tempo. Estão referidas alterações do ECG associadas com reações pulmonares. Foram também referidas, embora raramente, colapso e cianose. Hematológicas: Ocorrem agranulocitose, leucopenia, granulocitopenia, anemia hemolítica, Nitrofurantoína 100mg trombocitopénia, anemia por defeciência de glucose-6-fosfato desidrogenase, anemia megaloblástica e eosinoflia. A paragem da terapêutica faz voltar ao normal os valores sanguíneos. Raramente foi descrita anemia aplástica. Neurológicas: Foram referidos casos de neuropatia periférica (incluindo nevrite óptica) com sintomas de envolvimento sensitivo e motor, que se pode tornar grave ou irreversível. Encontram-se mencionados, embora raramente, depressão, euforia, confusão e reacções psicóticas. As reacções menos frequentes, de relação causal desconhecida, foram nistagmo, vertigens, zumbidos, astenia, cefaleias e tonturas. Outras: As sobre-infecções com nitrofurantoína são raras dada a sua especifcidade sobre o tracto urinário; contudo, tal como com outros agentes antimicrobianos, podem ocorrer sobre-infecções provocadas por organismos resistentes, p.e. estirpes de Pseudomonas, estirpes de Candida. Existem também referências esporádicas a sobre-infecções por clostridium diffcile, ou colite pseudomembranosa com a utilização da nitrofurantoína. Hipertensão intracraniana benigna. Encontra-se também referida alopécia transitória. 4.9. Sobredosagem: Acidentes ocasionais de sobredosagem aguda com nitrofurantoína não apresentaram quaisquer sintomas específcos para além de vómitos. Se por acaso não se verifcar o vómito após ingestão da dose excessiva, ele deve ser provocado. Não existe qualquer antídoto específco mas recomenda-se a ingestão de elevadas quantidades de líquidos, para facilitar a excreção urinária do fármaco.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS: Grupo farmaco-terapêutico: VIII-3. Código ATC: G04A C01. 5.1. FARMACOLOGIA CLÍNICA: As concentrações sanguíneas das doses terapêuticas são normalmente baixas. É muito solúvel na urina a que pode dar uma cor acastanhada. A Furadantina MC é nitrofurantoína na forma de grandes cristais, sendo a sua absorção mais lenta e menor a sua excreção, comparada com a nitrofurantoína. As concentrações sanguíneas das doses terapêuticas são normalmente baixas. Muitos doentes com intolerância à forma microcristalina podem tomar Furadantina MC sem que surjam náuseas. E muito solúvel na urina a que pode dar uma cor castanha. Com um esquema terapêutico de 100 mg q.i.d. durante 7 dias, a percentagem média do fármaco excretada na urina (em 24 horas) foi de 37,9% no dia 1, e de 35,0% no dia 7. Ao contrário de muitos outros medicamentos, a presença de alimentos ou agentes que diminuem o esvaziamento gástrico, aumenta a biodisponibilidade da Furadantina MC, presumivelmente por facilitar a sua melhor dissolução nos sucos gástricos. Microbiologia: In vitro, a Furadantina MC é bacteriostática em baixas concentrações (5-10mcg/ml) e bactericida em concentrações mais elevadas. Presume-se que o seu modo de acção seja a interferência com vários sistemas enzimáticos das bactérias. Estas desenvolvem apenas uma resistência limitada aos derivados furanos. Apesar dos estudos in vitro terem revelado susceptibilidade da maior parte das estirpes de Escherichia coli, enterococcus (p. ex. Streptococcus faecalis), Staphylococcus aureus, S. epidermidis, não está documentada a sua efcácia clínica noutras infecções para além das que são especifcadas no capítulo respectivo. Nota: Algumas estirpes de Enterobacter e de Klebsiella são resistentes à nitrofurantoína. O fármaco não é efcaz contra a maior parte das estirpes de Proteus e de Serratia. Não tem qualquer actividade contra as estirpes da Pseudomonas. In vitro, foi demonstrado existir antagonismo entre a nitrofurantoína, o ácido nalidíxico e o ácido oxolínico. Testes de sensibilidade: Os métodos quantitativos que requerem medição de diâmetro do halo de inibição, dão as estimativas mais precisas da sensibilidade microbiana. Um dos métodos recomendados (NCCLS, ASM-2) usa um disco contendo 300 mcg para teste de sensibilidade; as interpretações são feitas por correlação entre os diâmetros das zonas do disco com os valores MIC da nitrofurantoína. Os relatórios laboratoriais devem ser interpretados de acordo com os critérios seguintes: – Os organismos sensíveis dão zonas de 17 mm ou superiores, indicando que o organismo testado vai responder à terapêutica. – Os organismos de sensibilidade mediana dão zonas com 15 a 16 mm, indicando que o organismo será sensível se se usarem doses elevadas. – Os organismos resistentes dão zonas de 14 mm ou inferiores, indicando que se deve escolher outra terapêutica. Um isolado bacteriano pode ser considerado sensível se o valor da MIC para a nitrofurantoína for igual ou inferior a 25mcg/ml. Os microorganismos devem considerar-se resistentes se a MIC for igual ou superior a 100 mcg/ml. Nota: As estirpes para cultura e para testes de sensibilidade devem ser obtidas antes e durante a administração do fármaco. Dados de segurança pré-clínica: Carcinogénese/Mutagénese: ratas fêmeas da estirpe Holtzman, a que se administrou nitrofurantoína na dieta durante 44,5 semanas, com níveis da ordem dos 0,3%, não apresentaram carcinogénese. A nitrofurantoína também não se mostrou carcinogénica em ratas Sprague-Dawley a que se administrou o fármaco em dieta com níveis de 0,1 a 0,187% (total acumulado 9,25g) durante 75 semanas. Estão em curso estudos sobre os efeitos da administração crónica a roedores. Os resultados de testes microbiológicos em E. coli, Salmonella typhimurium e Aspergillus nidulans, sugerem uma fraca actividade mutagénica da Nitrofurantoína mas os resultados obtidos em experiências com doses letais no rato foram negativos.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS: 6.1. Lista de excipientes: Contém lactose. 6.2. Incompatibilidades maiores: A nitrofurantoína pode antagonizar a efcácia antibacteriana das quinolonas. O seu uso simultâneo não é aconselhável. Ao contrário de muitos fármacos, a presença de alimentos ou agentes diminuidores do fuxo gástrico, aumenta a biodisponibilidade da nitrofurantoína, presumivelmente por favorecerem uma melhor dissolução no suco gástrico. 6.3. Prazo de validade: 5 anos. 6.4. Precauções especiais de conservação: Não expor as cápsulas à luz solar. 6.5. Natureza e conteúdo do recipiente: 50 mg: cápsulas de gelatina, em blisters de alumínio. 100 mg: cápsulas de gelatina, em blisters de alumínio. 6.6. Instruções de utilização e manipulação: Não existem requesitos especiais.

7. Titular da autorização de introdução no mercado: GOLDSHIELD PHARMACEUTICALS LTD. NLA Toer, Croydon, Surrey, , CRO OXT, Inglaterra.

8. Números de autorização de introdução no mercado: 20 cápsulas 50 mg 9281642; 50 cápsulas 100 mg 9281626.

9. Data da primeira autorização de introdução no mercado: 12 Abril 1971.

10. Data da revisão do texto: 19 Julho de 1994 (aprovado em 05 Dezembro 1994 pela CREF)

MSRM. Comparticipado a 69%. P.V.P.: € 9,98. (Estado: € 6,89; Utente: € 3,09).

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